EDITORIAL DA SEMANA
programa ecomaranhão – 17/10/09
A governadora ao abrir o Painel Empresarial 2009, e prestar justa homenagem ao ex-governador J. Sarney, Eliezer Batista(ex-Vale) e Alan Belda(Alcoa),esqueceu de destacar que esses ilustres homens foram pioneiros no alavancar do Programa Grande Carajás, ou seja, há 30 anos o Maranhão era agraciado com o Plano de Desenvolvimento da Amazônia Oriental,onde só prosperou o Carajás Mineral. Um legado da ditadura ainda pouco aproveitado. O filho de Eliezer Batista, Aike Batista estava presente. O PGC é o grande marco estratégico do eixo de desenvolvimento da Pré-Amazônia
Passado o Séc. XX, e entrando no XXI, assistimos, uma volta ao Carajás Florestal com a Suzano, do Eucalipto para Papel e Celulose; MME, Petrobrás e EPX com energia fósseis, Alumar e Vale aumentando seus investimentos em logística, Ferronort e Brascop na verticalização de ferrosos e não ferrosos, respectivamente, e a AmBev com modestos recursos para expansão na Ilha – onde a água ainda é a única commodities não tarifada para virar cerveja, e ainda ser contemplada com isenção de impostos pelo Gov.Estado, nesse ato.
Somados todos os números desses empreendedores chega-se a expressivos R$80 bilhões, setenta mil empregos diretos e o triplo disso indiretos. Essa carruagem vai alimentar novas linhas rodo ferroviária, mais 180 navios/mês a partir de 2014 que, somados aos demais vamos alcançar 2100 navios/ano. Como operar esse gigante adormecido com veias de água de lastro deixadas como impacto ao ecossistema marinho,isso sem falar na nossa água do esgotado Itapecuru, cuja lembrança foi destaque nas palavras do homem forte da AlcoaALatina/Federer ao doar o Italuis para o Governo-povo ilhéu.
Coube ao Sergio Gabrielle os petardos da catapulta Refinaria Premium que, segundo o próprio, deve-se muito ao Ministro Edison Lobão. E bem mais redimido do que dissera lá em Brasília, deixou claro que a César o que é de Bacabeira- o ISS robusto que vai direto para a modesta cidade que deverá ser engolida pelo gigantesco petardo de aglomeração urbano-rural, onde com 17mil residentes de hoje, passará a conviver com mais de 25mil logo, logo. Haja infra-estrutura, profissionais, comida, casa, lixo, transporte, esgotamento sanitário tratado, gente demais e estrada de menos, cujo alerta ficou claro: esse empreendimento é desestruturante no início, para se tornar estruturante e solidificado após a LO que deverá ocorrer em paralelo à decantada olimpíada de 2016.
Os números apresentados no evento patrocinado pelo Gov.do Estado aos convidados e curiosos dos mega-investimentos foram todos no superlativo. Aliás, coube ao representante do BNDES uma pitada de inclusão social junto aos mega-investidores quando alertou aos governantes quanto ao ciclo vicioso dos bolsões de miséria aos arredores desses investimentos. Deixando um desafio ao Maranhão: procure-nos com projetos de inclusão social que o BNDES os receberá, evitando, assim, os excluídos no encantado reino de oportunidades.


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