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16 Dec

EDITORIAL DA SEMANA

programa ecomaranhão – 05/12/09

Estamos convivendo de 2000 à 2008 com aumento das emissões dos GEE em 29%, e indicadores científicos apontam para aumento da temperatura em 6º.C até o fim deste século. Assim, talvez, quem sabe, você comece a pensar qual cidade ou ambiente quer deixar para os seus descendentes!

A propósito, a grande ilha e um pedaço do continente estão discutindo uma possível Metropolização estendida, ou seja, seria mais prudente observar que existe uma legislação ambiental que contempla todos esses municípios e que pouca gente se dá conta de que a chave do milagre está: no PLANO DE MANEJO DA APA UPAON-AÇU, MIRITIBA E ALTO PREGUIÇAS(R$1.5 milhão) que precede não só uma Metropolização, mas, sim, uma realimentação dos Planos Diretores, Uso e Ocupação do Solo e do Estatuto das Cidades para identificar quem está desempenhando bem o papel de gestor público!? Vale lembrar o IMPACTO DE VIZINHANÇA DO EST.CIDADE.

Dito isto, invoco a realização das Audiências Públicas da Premium que deixou claro o universo de oportunidades seguidas de expectativas à respeito do que realmente a Petrobrás vai aplicar neste torrão via recomendações da SEMA: QUEM VAI GERENCIAR OS RECURSOS DA COMPENSAÇÃO AMBIENTAL(LEI 9.985/00)?
Urge uma articulação dos prefeitos da AID/Premium para discutir com o Governo do Estado a edição do PLANO ESTAUDAL DE COMPENSAÇÃO AMBIENTAL para atender essas administrações, bem ao estilo do que existe hoje entre o GF(Ibama e CEF). O consórcio CESTE-ESTREITO é o maior exemplo.

A natureza jurídica da compensação ambiental não é matéria tranquila, havendo aqueles que atribuem-lhe natureza tributária.Pelo sim ou não, é indiscutível que a compensação ambiental é receita pública. Vários são os fundamentos para que assim seja, senão veja: (1) tem origem em lei; (2) é definido em processo de licenciamento ambiental que é expressão do poder de polícia; (3) decorre da utilização de “patrimônio público(PNMA); (4) destina-se a ser utilizado prioritariamente para a regularização fundiária de bem público de uso comum do povo; (5) está direcionada para UC de Proteção Integral e de Uso Sustentável como receita pública, não tenho dúvidas em afirmar que a sua gestão deve ser pública(Conselho Gestor), o que a torna incompatível com o modelo que a SEMA vem adotando.

A gestão do “fundo de compensação ambiental” deveria ser profissional e prestar contas a um comitê formado pelo Governo(regulamentar a Lei do Estado), representantes dos empreendedores que recolhem a compensação, PREFEITURAS e entidades interessadas na proteção do meio ambiente, estes dois últimos segmentos escolhidos com base em reconhecida legitimidade. Também se poderia controlar a qualidade dos projetos em desenvolvimento, pois a grande maioria deles não passa de um desperdício de recursos, com a adoção de medidas absolutamente ridículas tais como a produção de cartilhas e embromações chamadas de “educação ambiental”.

Se não ficarmos atentos, os recursos da compensação ambiental se transformarão em uma moeda de troca política, sem qualquer controle efetivo e, evidentemente, sem qualquer ganho ambiental. Logicamente, a matéria depende de regulamentação da lei estadual e já está na hora de que se pense seriamente no assunto. Veja-se que a implantação de empreendimentos de grande porte, sobretudo na área de infraestrutura, gera compensação de algumas dezenas de milhões de reais que ficam na condição de “emissões fugitivas” sem qualquer controle. Veja a lista de QUEM DEVE PAGAR: PIER/VALE, EPX/TERMOELÉTRICA, SUZANO PAPEL, EMAP, PETROBRÁS, ALUMAR, AMBEV, SIDERÚRGICA-MERARIM etc…
A COP-15 E O MUNDO TODO PEGANDO ‘FOGO’!
E VOCÊ COM ISSO? TUDO.
ACOMPANHE NO ECOMARANHÃO O MEIO AMBIENTE POR INTEIRO!!!

16 Dec

EDITORIAL DA SEMANA

programa ecomaranhão – 28/11/09

O CLIMA está quente! A FOME está aumentando, e matando. A água doce está escasseando. O degelo polar está derretendo. As marés estão aumentando a cunha salina. O mundo todo está olhando e sentindo na pele o corolário da Conferência da ONU sobre o CLIMA, em dezembro próximo.
Enquanto China e EUA empurram com a barriga suas mirabolantes estratégias em adotar políticas do REDD-Reduções de Emissões por Desmatamento e Degradação Ambiental para amenizar os efeitos climáticos para 2010, outros países passam a assumir essas projeções para já, em Compenhague.

Pequeno Livro Vermelho como é intitulado, o REDD faz uma análise de tudo que foi produzido como política pública pelos quatros cantos do globo a respeito do AQUECIMENTO GLOBAL e as medidas mitigadoras. Um dos destaques desse LIVRO tem muito a ver com a AMAZÔNIA e as florestas boreais do Canadá e EUA, cujo DESMATAMENTO e a DEGRADAÇÃO ambiental chega a números preocupantes na relação carbono, fotossíntese e resgate de CO2. Veja, por fonte, os maiores geradores dos GEE: Agricultura 14%, Imóveis 8%, Energia 24%, Outras energias 5%, Desperdício 3%, Desmatamento 18%, Transportes 14% e Indústrias 14%.

O Governo Federal sinaliza com desmatamento zero no bioma amazônico a partir de dezembro próximo. Entretanto, 500.000 posses de terra serão regularizadas, o Boi Pirata está ganhando do Minc na Justiça Federal, o PAS-Plano da Amazônia Sustentável está na gangorra do ZEE que ainda perece por vontade política, o Min. da Agricultura e o Governo do Pára vão emitir o Guia de Trânsito Animal Eletrônico, uma espécie de argola- presídio para o boi monitorado, os empresários do Agronegócio querem derrubar o Código Florestal para adotar a política de café com leite. Enfim, esse é o estilo de fazer a repressão de trás pra frente: primeiro pune-se, depois educa-se! Ou melhor, vale mais o boi no pasto do que a floresta em pé!

É literalmente impossível falar em desmatamento zero na Amazônia quando até o final de 2010 deverão ser regularizadas 500.000 posses! E o Boi Pirata continua a desafiar o Min.Minc. Mas, que importa? Esse assunto está na pauta do Governo do Pára, Min.da Agricultura e MMA para depois da COP-15, em dezembro

Além disso, vale lembrar que apenas 60% das florestas amazônicas estão em território brasileiro (os 40% restantes estão nos países fronteiriços). As florestas amazônicas representam apenas 50% das florestas tropicais úmidas remanescentes no mundo (as demais, na Ásia por exemplo, estão sendo rapidamente substituidas por plantações de dendê para a produção de biocombustíveis) e, o que tem sido guardado em segredo, as florestas boreais do Canadá e EUA estocam quase o dobro do carbono contido nas florestas tropicais úmidas!

Se um acordo climático pós-Kyoto não conseguir evitar o DESMATAMENTO tropical, torna-se praticamente impossível alcançar as metas relacionadas à mudança do clima de modo geral. As vidas e os meios de vida de milhões de pessoas estarão em risco, e os eventuais custos econômicos do combate à mudança do clima serão muito maiores do que o necessário.

24 Nov

UTILIZE “ECOBAGS” NA HORA DAS COMPRAS

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A preocupação cada vez maior com o meio ambiente tem gerado reflexos no mercado consumidor. Um exemplo dessa tendência são as chamadas ecobags – Bolsas Ecologicas.

Esses produtos ecologicamente corretos são confeccionados com material biodegradável, normalmente fibras de algodão. O objetivo principal da utilização do produto é evitar o consumo de sacolas plásticas(um dos grandes inimigos do meio-ambiente). Essas sacolas não apenas liberam gás carbônico e metano na atmosfera, como também poluem o solo e o mar; ao contrário delas, as ecobags podem ser utilizadas mais de uma vez, são laváveis e não agridem o meio ambiente.

Essas bolsas já viraram tendência em países como os Estados Unidos e a Inglaterra. Porém o mesmo ainda nao acontece no Brasil, em especial no Maranhão. E o Programa ECOMARANHÃO apoia essa campanha, incentivando, através da mídia, o uso das ecobags.
Pois repensar os hábitos é a primeira medida a ser tomada. Ser um consumidor racional não faz doer em ninguém… E as futuras gerações só terão a agradecer.

Quando for as compras, leve uma “ecobag”!!!
EU JÁ TENHO A MINHA, E VOCÊ?

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24 Nov

EDITORIAL DA SEMANA

programa ecomaranhão – 21/11/09

Ilha e Continente se entrelaçam quando o assunto é Refinaria Premium. Duas linhas férreas, duas linhas de transmissão de energia, uma auto-estrada a ser duplicada, uma tubulação d’água a ser removida e reequipada, um campo minado de água salgada e mangues-berçario a perder de vista, novas vias e pontes, hidrantes estourados e uma população sedenta de bem-estar à busca da qualidade de vida, é dentro desse mapa de expectativa que se deu as audiências públicas da REFINARIA da BR.
As audiência públicas marcaram e sacramentaram o DNA da Petrobrás com a população do Maranhão. Esse novo cenário que não mais separa a ILHA do Continente em nome do desenvolvimento foi marcante no aspecto esclarecedor do que realmente importa na AP. Todavia, muita gente ainda pensa que O FATO e O ATO do EIA/RIMA seja posto como resolução dos problemas dos entes federados no tocante a emprego, trabalho e renda, temas dominantes ao longo das Audiências Públicas, muito embora a questão da Bacia Hidrográfica do Itapecuru ter sido objeto de intensa manifestação por parte da consultoria, dos prefeitos e da sociedade civil presente.
Os números são todos no superlativo, porém, no aspecto técnico-científico do EIA/RIMA a massa crítica deixou passar temas relevantes como: Ciclo Ecológico d’água da Bacia Hidrográfica do Itapecuru, GEE & Mudanças Climáticas, Tecnologias Limpas, Responsabilidade Corporativa, Compensação Ambiental na APA UPAON-AÇU, Miritiba e Alto Preguiças, Escala Temporal das Emissões e a Bioenergia, Destino Final do Enxofre, Consórcios Intermunicipais, Reciclagem, Programas Sustentáveis da Biodiversidade; Aquática e Marinha, etc.
Isso não deixou de ser observado pelo Ministério Público quando cobrou da consultoria da UFMA uma linguagem menos técnica do EIA/RIMA para o público. Até posso entender a preocupação do MP, mas, oportuno é esclarecer na Audiência Pública o conteúdo do RIMA que é um resumo do EIA, o que ocorreu dentro do esperado.
Tomando como exemplo a diversidade de gente e da cultura na cadeia de interação das exposições do empreendedor como da consultoria técnica contratada da Fundação Sousândrade/UFMA o que mais se ouvia era o tamanho do negócio na geração de emprego, trabalho e renda, o que atestou, sem dúvida alguma, a real necessidade dessa gente em buscar formação e emponderamento na qualificação profissional, sem maior ou menor nível de idade, segundo o gestor da Petrobrás.
O conteúdo do RIMA não aprofundou muito na questão BH do Itapecuru. Entretanto, teve por parte dos administradores públicos(prefeitos da região/organização civil) seu ponto de ebulição: “A PETROBRÁS VAI CUSTEAR A REVITALIZAÇÃO DA BH DO ITAPECURU?” Segundo o representante da empresa, Sr.Maurício Martins, se essa for a recomendação do GOV. do ESTADO/SEMA na distribuição dos recursos da compensação ambiental(+ou- 500 milhões) isso será feito.
O ponto mais vexatório das Audiência Pública ficou por conta do Sr. Bartolomeu que achava que a REFINARIA deveria ir para o Rio de Janeiro, como se o MARANHÃO não tivesse espaço físico, logística e infra-estrutura para sediar um mega-projeto desse. Qual o Estado que abdicaria hospedar projetos dessa magnitude? Esse moço deveria pensar mais no futuro do reino de oportunidades em vez de reparar canais de fissuras da avestruz envenenada!

24 Nov

EDITORIAL DA SEMANA

programa ecomaranhão – 14/11/09

Estamos vivendo mundialmente uma metamorfose Galática ou Terrestre? Seja qual for sua interpretação, tudo que vem de cima ou de baixo nos atinge, sem piedade, então, o gênero humano está pondo em risco sua própria existência, ou melhor, algo nunca visto até bem pouco tempo começa a incomodar ricos e pobres, acompanhe nosso DIÁRIO:
GEE e o aquecimento global sobre nós – as ilhas de calor ! Economia de baixo Carbono, Protocolo Verde, Pagamentos por Serviços Ambientais, Indústrias Verdes, ICMS sobre Biodiversidade, Tecnologias Limpas, Energia Hidrogenada, Carbono Zero, Maré Motriz, Nanotecnologia, Ecotecnologia, IPI Verde, POP’s, SMOG, Ozônio Líquido, Bioincrustantes e Bioinvasores, Água de Lastro, Capacidade de Carga; essas são algumas de outras tantas mudanças do séc.XXI que precisamos nos acostumar, queiram ou não, estamos tratando de Globalização!!! E o Maranhão dentro.
Vamos pegar apenas quatro dessas mirabolantes projeções e fazer o exercício de causa e efeito: Economia de Baixo Carbono, Tecnologias Limpas, Pagamentos por Serviços Ambientais e Capacidade de Carga de uma cidade.
E O QUE VOCÊ TEM A VER COM ISSO?
A ‘economia de baixo carbono’ está na diminuição das emissões de CO2 das indústrias(operação fumaça negra dos carros deveria voltar). A segunda é que a ‘tecnologia limpa’ tem tudo a ver com a inovação e o desenvolvimento de projetos que eliminem impactos ambientais como esgoto inatura. A co-gestão do ‘pagamento por serviços ambientais’ tem tudo a ver com a valoração e preservação dos mananciais, florestais, áreas de APP que possam beneficiar no presente e no futuro os seres vivos. A quarta geração da ‘capacidade de carga de uma cidade’ está na quantificação e qualificação dessa cidade para receber projetos de elevada capacidade de impactos. Ou seja, não dá mais para esperar que a chuva caía no quintal e não molhe o terraço da casa!
A grande massa da população não se dá conta do universo dessas questões por mera inobservância do que realmente a sacola plástica impacta o meio em que ela vive, o esgoto jorrando diariamente em plena rua ou beco, a feira imunda e desqualifcada para funcionar e a saúde desse ambiente, as emissões diárias das fumaças dos ônibus, caminhões e motos, taxas e emolumentos que incidem de maneira perversa na vida do dia a dia, os impostos que são pagos e não são redistribuídos de maneira igualitária e justa, e assim vamos passando a bola pra frente! ATÉ QUANDO?
A questão do Meio Ambiente é que nem a Democracia: caso você não queira votar no candidato A ou B, o problema não é só seu, pois a causa e o efeito de sua ignorância recai sobre todos(a questão do analfabeto político)! O meio ambiente não é só GEE ou ESGOTO INATURA, o meio ambiente é o estado físico-químico e biológico do dia a dia da gente, pois, caso você não faça a sua parte não vai cair do CÉU nossa idolatrada salvação, ou melhor, a Arca de Noé já está cheia de bichos racionais, onde os irracionais perdem lugar dia após dia.
Hoje o mundo todo está debruçado na Convenção do Clima, daqui a 26 dias em Compenhague. E mais uma vez vem a pergunta:
E EU COM ISSO ? TUDO.
Vamos ao nosso apelo: NESTE NATAL NÃO COMPRE ÁRVORES ARTIFICIAIS, PLANTE UMA. Como foi bonito a realização do 2º. CURTA LENÇÓIS, em Barreirinhas, quando foram distribuídas e plantadas 1.000 árvores para compensar as emissões de carbono durante os 4 dias de festival.
Parabéns a todos, em especial, à UFMA/DAC e ao Prefeito Albérico Filho que deu total apoio.
O 3º. CURTA será de caráter INTERNACIONAL.

12 Nov

ECOMARANHÃO NO CURTA LENÇÓIS 2009

CURTA LENÇÓIS 2009

Festival Curta Lençóis começa nesta quinta, 12, em Barreirinhas
-22 produções nacionais estão na disputa pela premiação de R$ 10 mil reais-

Turistas, visitantes e moradores de Barreirinhas terão uma agenda cultural diferenciada neste final de semana. Astros e estrelas do cinema nacional, ecologistas, produtores, diretores de filmes, vídeos e jornalistas especializados em meio-ambiente prestigiarão até domingo, 15, o 2º Curta-Lençóis: Festival de Cine Vídeo nos Lençóis Maranhenses. A sessão de abertura será nesta quinta-feira, às 19h, na Praça do Trabalhador (Beira-Rio), em Barreirinhas/MA.

Promovido pela Universidade Federal do Maranhão, por meio dos departamentos de Assuntos Culturais da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) e de Artes do Centro de Ciências Sociais (CCH), o 2º Curta-Lençóis tem apoio cultural do Programa Eco Maranhão da TV Difusora, Prefeitura Municipal de Barreirinhas, Banco do Nordeste do Brasil, Faculdade São Luís, Companhia Maranhense de Gás (Gasmar), Centrais Elétricas do Maranhão/Cemar, Fundação Sousândrade de Apoio à UFMA, Associação Brasileira de Documentaristas (ABD/MA) e Universidade FM.


CURTA LENÇÓIS – 12 a 15 de novembro/2009
PROGRAMAÇÃO GERAL

DIA 12 – QUINTA-FEIRA

14h – Credenciamento (Casa do Turista de Barreirinhas)
19h – Sessão de Abertura – (Praça do Trabalhador)
- Palavra dos promotores e patrocinadores
- Homenagem ao Prefeito Albérico Filho
- Homenagem ao Senador Edson Lobão Filho
- Homenagem a Apresentadora do Programa Algo Mais da TV Difusora Paulinha Lobão
- Exibição do Documentário institucional da Cemar
- Sessão de abertura exibição do Longa Metragem “Última Hora ”, de Leonardo Wilhelm DiCaprio – ambientalista apaixonado desde a juventude.
- Exibição da Mostra Expedições de Roberto Werneck – Espaço Cemar / Praça da Bíblia

DIA 13 – SEXTA-FEIRA

9h – Oficina de Audiovisual – Francisco Colombo
10 h – Palestra A experiência do Projeto Educação e Arte – Vera Lúcia Costa -(Casa do Turista de Barreirinhas)
14h – Oficina de Roteiro cinematográfico – André Garros – (Casa do Turista de Barreirinhas)
16h – Palestra Violência Sexual contra crianças e adolescentes, conceituação e identidade de casos – Johelton Gomes – (Casa do Turista de Barreirinhas)
18h – Lançamento de livro a História de Chiquinho de Elenira Mendes – (Casa do Turista de Barreirinhas)
- Exibição do Documentário institucional da Cemar
19h – Exibição da Mostra Expedições de Roberto Werneck – Espaço Cemar ( Praça da Bíblia)
- Exibição do Documentário institucional “Território Rural do Vale do Itapecuru” – Espaço Cemar ( Praça da Bíblia)
20h – Mostra Competitiva 1
- Homenagem a Roberto Werneck e Paula Saldanha
- Homenagem a Márcio Mendonça – Programa Eco Maranhão
21h – Exibição da Mostra Expedições de Roberto Werneck

DIA 14 – SABADO

9h – Oficina de “Audiovisual” – Francisco Colombo
14h – Oficina “ Iniciação ao Roteiro Cinematográfico ” André Garros
15h – Palestra “Violência Sexual contra crianças e adolescentes, conceituação e identidade de casos” Johelton Gomes
19h – Mostra Competitiva 2 – Praça do Trabalhador
- Homenagem ao Banco do Nordeste do Brasil
- Exibição do Documentário institucional da Cemar
- Exibição do Documentário institucional “Território Rural dos Lençóis Maranhenses e Munim” – Espaço Cemar ( Praça da Bíblia)
- Exibição da Mostra Expedições de Roberto Werneck – Espaço Cemar ( Praça da Bíblia)

DIA 15 – DOMINGO

9h – Passeio aos Lençóis
19h – Sessão de Encerramento – Praça do Trabalhador
- Palavra Oficial dos promotores
- Homenagem Washington Rio Branco
- Homenagem a Euclides Moreira
- Premiação
- Exibição da Mostra Expedições de Roberto Werneck – Espaço Cemar ( Praça da Bíblia)
- Reprise do Filme Longa Metragem ““Última Hora ”, de Leonardo Wilhelm DiCaprio – ambientalista apaixonado desde a juventude.

12 Nov

EDITORIAL DA SEMANA

programa ecomaranhão – 07/11/09

Há anos destacamos, com bastante apreensão, o estado da arte do meio ambiente maranhense! De todos os lados sobram impactos negativos, e nos faltam ações positivas.
Se o inverno fosse tão quente quanto o verão, não mais seria necessário o SOL para secar as lágrimas da ilha cercada de água salgada, e desflorestada. Ora água com areia que reflete atrativos de vidas; ora areia coberta de água que inspira lençóis molhados de beleza incomum, ora rimam tudo isso com desertificação com um mundo cheio de água em plena laguna, enseada, igarapés cheios de rias e lume que reluz o verde do mangue no CURTA LENÇÓIS 2009.
Essa ilha de calor que se agiganta, assusta o mais primitivo dos seres que um dia pensou que essa ilha da fantasia continuaria repleta de árvores e bichos. Aliás, bicho tem demais, enquanto árvores, tem de menos. Ora, se o verde é quem reflete o ar puro da atmosfera, como fazer a fotossíntese mais pura se estamos matando o verde da ilha? Se o vértice da pirâmide só cresce para cima, inverter essa ordem é diminuir a derrama do verde pela féria vertical da selva de pedra da ilha de calor.
É nesse cenário de gente correndo pela féria que vivos e assistimos a saga humana subindo pelos degraus da fauna e da flora urbana como se o caos do CLIMA e dos refugiados ambientais procurassem nova Arca de Noé para salvar seus bichos. Ora, bolas! Se os bichos estão soltos para matar e morrer, como, então, salvá-los se o trem da história não alimenta mais os campos naturais para boi render no pasto da emissão de CH4 que aumenta nossa ilha de calor. Refugiados do CLIMA somos nós!
É gente sonhando com os petro-dólares da ilha da fantasia que até esquecem que os dotes para chegar à química do carbono leva muito tempo. Ora, bolas! Para que tempo se o próprio CLIMA da ilha de calor já sustenta que o dia mais curto não é o dia mais limpo das impurezas, e sim de queimadas que assolam nossa ambiência cheia de detritos e chaminés das minas do rei Salomão que um dia viu o MAR virar sertão na ilha de calor que marca o Maranhão.
Nossa grande missão é mesclar saber com oportunidades, paz com evolução da emancipação humana. Pois, a cada um cabe rezar para não cair na ilha de calor que reserva nosso chão. SOS ilha da fantasia que de tão banhada pelo ar de sal não queima tanto quanto a água salgada que endurece nossa doce água boa que manipulada vira mineral para sujar nossa digestão, e perder a árvore que reservava água no chão.
Ora, bolas! Vou comprar milhares de carros para plantar milhões de árvores como salvação da nossa ilha de calor. Assim querendo, vou começar a plantar e vender ÁGUA para que não se permita mais derrama de esgotos em nossas praias e sangria do Itapecuru. Ora, bolas! As praias estão ou não embriagadas com tanta sujeira? Ora, bolas! O ciclo ecológico da água leva um ano para ter e ver seus números com absoluta segurança. Assim, na ilha de CALOR é comum qualquer pessoa abrir a boca e exclamar: “PRAIAS IMPRÓPRIAS PARA BANHO!” Que banho!?, se na ilha de calor não existe nem rio limpo ou água mineral, ou vive-versa. O que existe é gente falando o que não deve e muita besteira quando expõe a imprensa escrita ao erro comum: “Praias continuam poluídas!” Isso não vale como base científica, e os números?
A ilha de calor sabe que o mar é a maior estação de tratamento de esgoto do MUNDO. E também a maior fonte de O2 através das algas. O ambiente da gente é cercado por gente limpa e gente suja, onde as políticas públicas para o meio ambiente não são conhecidas e muito menos passadas a limpo para quem se diz gestor ambiental dentro de uma camisa de onze varas para não configurar como a gripe dos porcos, ou melhor, o coletivo dos bichos na ilha de calor é insustentável. Insustentavelmente é saber que não temos árvores na ilha, mas temos bairro VERDE… VERDE do DOLAR!!!

12 Nov

EDITORIAL DA SEMANA

programa ecomaranhão – 17/10/09

A governadora ao abrir o Painel Empresarial 2009, e prestar justa homenagem ao ex-governador J. Sarney, Eliezer Batista(ex-Vale) e Alan Belda(Alcoa),esqueceu de destacar que esses ilustres homens foram pioneiros no alavancar do Programa Grande Carajás, ou seja, há 30 anos o Maranhão era agraciado com o Plano de Desenvolvimento da Amazônia Oriental,onde só prosperou o Carajás Mineral. Um legado da ditadura ainda pouco aproveitado. O filho de Eliezer Batista, Aike Batista estava presente. O PGC é o grande marco estratégico do eixo de desenvolvimento da Pré-Amazônia
Passado o Séc. XX, e entrando no XXI, assistimos, uma volta ao Carajás Florestal com a Suzano, do Eucalipto para Papel e Celulose; MME, Petrobrás e EPX com energia fósseis, Alumar e Vale aumentando seus investimentos em logística, Ferronort e Brascop na verticalização de ferrosos e não ferrosos, respectivamente, e a AmBev com modestos recursos para expansão na Ilha – onde a água ainda é a única commodities não tarifada para virar cerveja, e ainda ser contemplada com isenção de impostos pelo Gov.Estado, nesse ato.
Somados todos os números desses empreendedores chega-se a expressivos R$80 bilhões, setenta mil empregos diretos e o triplo disso indiretos. Essa carruagem vai alimentar novas linhas rodo ferroviária, mais 180 navios/mês a partir de 2014 que, somados aos demais vamos alcançar 2100 navios/ano. Como operar esse gigante adormecido com veias de água de lastro deixadas como impacto ao ecossistema marinho,isso sem falar na nossa água do esgotado Itapecuru, cuja lembrança foi destaque nas palavras do homem forte da AlcoaALatina/Federer ao doar o Italuis para o Governo-povo ilhéu.
Coube ao Sergio Gabrielle os petardos da catapulta Refinaria Premium que, segundo o próprio, deve-se muito ao Ministro Edison Lobão. E bem mais redimido do que dissera lá em Brasília, deixou claro que a César o que é de Bacabeira- o ISS robusto que vai direto para a modesta cidade que deverá ser engolida pelo gigantesco petardo de aglomeração urbano-rural, onde com 17mil residentes de hoje, passará a conviver com mais de 25mil logo, logo. Haja infra-estrutura, profissionais, comida, casa, lixo, transporte, esgotamento sanitário tratado, gente demais e estrada de menos, cujo alerta ficou claro: esse empreendimento é desestruturante no início, para se tornar estruturante e solidificado após a LO que deverá ocorrer em paralelo à decantada olimpíada de 2016.
Os números apresentados no evento patrocinado pelo Gov.do Estado aos convidados e curiosos dos mega-investimentos foram todos no superlativo. Aliás, coube ao representante do BNDES uma pitada de inclusão social junto aos mega-investidores quando alertou aos governantes quanto ao ciclo vicioso dos bolsões de miséria aos arredores desses investimentos. Deixando um desafio ao Maranhão: procure-nos com projetos de inclusão social que o BNDES os receberá, evitando, assim, os excluídos no encantado reino de oportunidades.

12 Nov

EDITORIAL DA SEMANA

programa ecomaranhão – 10/10/09

Desenvolvimento sustentável e sustentabilidade são a mesma coisa?
Antes de responder, “seja você mesmo a mudança que propõe ao mundo”, memorável frase do guru M. Gandhi.
Exercite essa frase para a sustentabilidade que almeja alcançar.
Na década de 60, o desenvolvimento era confundido com progresso. E o meio ambiente estava associado à visão da natureza. O gênero humano estava sempre à margem dessa discussão. E os animais irracionais eram tidos como símbolos da beleza estendida no ambiente. No entanto, foi nessa década que nasceu a teoria Gaia – a Terra como sistema vivo – de James Lavelock, que discorrei em outro programa.
A natureza sempre foi considerada como fonte de recursos e de matéria-prima para o desenvolvimento das sociedades, a ex. do MA.Tudo que é natural, ou seja, que não é transformado pelo homem, estaria disponível na natureza para ser utilizado, independente da preocupação de que os recursos naturais poderiam acabar um dia. Hoje, isso é fato.
Um alerta para um olhar sobre as questões ambientais veio com a publicação do livro “Primavera Silenciosa” , de Rachel Carson, em 1962. Nele, a autora relata os problemas causados pela utilização de DDT nas lavouras americanas, que fez com que desaparecessem os pássaros daquele local. Este livro, com certeza, foi um marco nas discussões sobre os efeitos das ações do ser humano na natureza. Os agrotóxicos de hoje são um exemplo vivo dessa agressão.
Diante dessa situação, no final dos anos 60 um grupo de profissionais de diversas áreas e países se reuniu em Roma para discutir a problemática da disponibilidade dos recursos naturais para o desenvolvimento. Cria-se então, o Clube de Roma (1968). Era necessário discutir qual a melhor maneira de utilização da natureza para que o desenvolvimento econômico de seus países e do mundo não fosse comprometido como hoje – uma visão do homem como senhor de tudo, com o lançamento do livro: Limites do Crescimento
No mesmo ano, devido às previsões do relatório do Clube de Roma, a ONU, organizou em junho de 1972 a Conferência sobre o Meio Ambiente Humano, que aconteceu em Estocolmo/Suécia. Reuniu mais de 110 países que discutiram um novo modelo de desenvolvimento mundial, baseado em uma melhor utilização dos recursos naturais, até então, a natureza como sustentáculo de tudo.
Em 1987, o Relatório de Brundtlandt, mais conhecido com o nome de “Nosso Futuro Comum”, provocou a Conferência da ONU sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, ocorrida em 1992 no Rio de Janeiro, onde 179 países acordaram convenções, tratados, cartas para o século XXI, com o lançamento da Agenda 21 Global – e mais uma utopia necessária, ainda em gestação! E DESENVOLVIMENO SUSTENTÁVEL…?????
O desenvolvimento sustentável defende um modelo de desenvolvimento que combina eficiência econômica com justiça social e prudência ecológica, para a construção de uma sociedade solidária e justa. A sustentabilidade tem como base a transformação da estrutura atual de sociedade, revendo o paradigma existente, buscando sua “desconstrução” e reestruturação dos paradigmas modernos.
Portanto, não se pode confundir a degradação ecossistêmica pela visão sistêmica da sustentabilidade.

07 Oct

EDITORIAL DA SEMANA

programa ecomaranhão – 03/10/2009

A revista Nature, a mais prestigiada publicação científica mundial, publicou na sua edição de setembro um manifesto assinado por 29 cientistas mundiais. O grupo avisa que as atividades diárias dos 6 bilhões de humanos resultam por si em uma força geofísica capaz de mudar completamente a Terra, equivalente às grandes forças da natureza. Parece um assunto meio batido, mas, no intuito de anunciar cientificamente o Dia do Juízo Final, o grupo descreve limites biogeofísicos que, se ultrapassados, gerariam enormes catástrofes.
Para os cientistas, esses limites são bem definidos e podem ser quantificados em cada área de interferência humana: poluição química, mudança climática, acidificação dos oceanos, perda do escudo de ozônio na atmosfera, ciclo do nitrogênio, ciclo do fósforo, uso de água doce, mudança do solo, biodiversidade e sobrecarga de aerossóis na atmosfera.
Em três deles os limites de sustentabilidade já foram ultrapassados. Os humanos mudaram o clima, aumentaram demais os resíduos orgânicos de nitrogênio e ameaçaram ou extinguiram tantas espécies que a natureza não consegue mais recuperar essas alterações sem a interferência do gênero humano.
Outros seis limites de sustentabilidade poderão ser ultrapassados nas próximas décadas se nada for feito, mas a pergunta fundamental é: quanto a Terra consegue suportar antes que a vida humana se torne inviável em nosso planeta? Um dos coordenadores do estudo, Diana Liverman, da Universidade do Arizona e também da Universidade de Oxford, explica que o principal intuito desse manifesto é estimular estudos que identifiquem até quanto nosso planeta pode aguentar nossas trapalhadas e como interromper esse processo antes que seja tarde demais.
A cientista explica que hoje podemos quantificar algumas dessas agressões e o limite que a Terra pode suportar, mas existe sempre uma interação entre os fatores que potencializam as ações agressoras. Como, por exemplo, a extinção de espécies acaba por interferir na reserva de carbono, uso do solo, da água e assim por diante. Alguns números a comunidade científica conhece. Os limites de extinção de espécies que a natureza poderia compensar anualmente é de 10 espécies por 1 milhão de existentes. Antes da Revolução Industrial, o número era de 0,1 espécie extinta. Agora atinge a marca anual de 100 espécies extintas por 1 milhão existente.
O Brasil terá de assumir compromissos de redução de suas emissões globais de carbono. Há caminhos que passam por uma redução drástica do coeficiente de desmatamento da Amazônia, por meio de mecanismos de REDD (Redução Evitada do Desmatamento e da Degradação), e há grandes possibilidades para a construção desta nova economia da biodiversidade através de um eficiente e aplicado Zoneamento Econômico-Ecológico do País. A COP-15 acontece no fim deste ano na Dinamarca.

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