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29 Sep

Objetivos do Milênio: ONU diz ser possível atingir metas

O contexto global desfavorável das crises econômica e ambiental, que atingem o mundo, não é considerado empecilho suficiente para evitar o cumprimento da maior parte das metas dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM)* até 2015, que tem como parâmetro índices de 1990. Com essa mensagem otimista, chefes de Estado e de governos encerraram encontro de três dias, na sede da ONU – Organização das Nações Unidas, em Nova York, na semana passada.

Ao mesmo tempo, um estudo publicado pelo CIP-CI – Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo, que também faz parte do sistema ONU, questiona avanços. Em um levantamento de 24 indicadores, em somente cinco deles mais da metade das nações progrediram. Os itens são:
- pagamento da dívida como porcentagem das exportações,
- parcela da população vivendo em favelas,
- mulheres eleitas para o parlamento nacional,
- proporção da população vivendo com menos de um dólar por dia e
- porcentagem da população empregada.

Os piores desempenhos referem-se a iniciativas referentes à criação de áreas marinhas ou terrestres protegidas. A melhoria foi de 6% dos 216 países pesquisados.

Em contra-partida, os melhores desempenhos estão sendo detectados em países mais pobres, nos quais 13 dos 24 indicadores aceleraram em mais de 50% deles. No caso da África Subsaariana, mais da metade dos países intensificou o ritmo de melhoria em 16 indicadores.

DESAFIOS A VENCER
Os Objetivos do Milênio, instituídos em 2000, propõem a redução de desigualdades nos campos de educação, igualdade de gênero, meio ambiente, renda e saúde em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento, como o Brasil, e conta com o apoio de injeção de recursos dos países mais ricos.

No entanto, uma das tarefas mais difíceis diz respeito ao combate à fome. Segundo relatório da FAO – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação*, também divulgado neste mês, o número de famintos passou de 1,023 bilhão de pessoas para 925 milhões.

No encontro, foi feita a proposta de se adicionar U$60 bi em auxílio financeiro aos ODM. A quantia mais expressiva deve partir da Estratégia Global para a Saúde das Mulheres e das Crianças, liderado pelo ex-secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, no total de U$ 40 bilhões. O propósito é salvar a vida de 16 milhões de mulheres e crianças, evitar 33 milhões de casos de gravidez não-planejada e proteger 120 milhões de crianças contra a pneumonia e 88 milhões da desnutrição.

Para o sucesso das mudanças, foi destacado que é preciso haver ações mais consistentes quanto ao combate à corrupção e ao estímulo para a participação da população.

O BRASIL E OS ODM
O 4º Relatório Nacional de Acompanhamento dos ODM*, lançado pelo IPEA – Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, em março deste ano, retrata o Brasil neste cenário. De acordo com os dados apurados, o país já conseguiu avançar em metas, como a de redução da população extremamente pobre. Em 1990, representavam 25,6% e em 2008, passaram para 4,8%, sendo que a meta para 2015 é de 12,8%. Isso quer dizer que, enquanto a população brasileira cresceu de 141,6 para 186,9 milhões, a população extremamente pobre decresceu de 36,2 para 8,9 milhões de pessoas, o que ainda é um número alto a reduzir. Outro desempenho considerado positivo é quanto à universalização do ensino básico. O percentual de cobertura mais recente é de 94,9% das crianças de 7 a 14 anos matriculadas.

Os maiores desafios estão em garantir melhoria em algumas regiões e grupos populacionais, no que se refere aos patamares da mortalidade infantil e da saúde das gestantes.

No quesito de sustentabilidade ambiental, o esgotamento sanitário é um dos grandes problemas de infraestrutura do país. Na mais recente PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios* do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – 2009, a proporção de domicílios atendidos por rede coletora ou fossa séptica ligada à rede coletora de esgoto (59,1%) praticamente não se alterou em relação à de 2008 (59,3%). Em números absolutos, significa um aumento de 34,1 milhões para 34,6 milhões. As piores situações estão nas regiões Norte e Nordeste, com 13,5% (555 mil domicílios) e 33,7% (5,2 milhões) atendidos.

Os projetos desenvolvidos no Brasil, relacionados aos ODMs em convênios firmados com o PNUD, são voltados ao desenvolvimento local, ao Bolsa Família, ao Desenvolvimento Sustentável com populações tradicionais e à agricultura familiar, entre outros mais regionalizados, como o do manejo integrado de ecossistema para o bioma Caatinga. A organização, no país, ainda apóia o Prêmio ODM Brasil*, que incentiva e valoriza projetos e ações de prefeituras, da sociedade civil, do setor privado ou de meio acadêmico que contribuem para o alcance das metas.

21 Sep

21 DE SETEMBRO, DIA DA ÁRVORE

No hemisfério sul, o dia 21 de Setembro marca a chegada da primavera, estação onde a natureza parece recuperar toda a vida que estava adormecida pelos dias frios de inverno.

No Brasil, carregamos fortes laços com a cultura indígena que deu origem a este país; um deles é o amor e respeito pelas árvores como representantes maiores da imensa riqueza natural que possuímos.

Confirmando o carinho e respeito pela natureza, no Brasil, há 30 anos, formalizou-se então o dia 21 de Setembro como o Dia da Árvore – o dia que marca um novo ciclo para o meio ambiente; e o tempo para reforçarmos nossos apelos para a conscientização de todos em favor do meio ambiente.

Plante esta idéia!
www.diadaarvore.org.br

19 Sep

Uruguaio produz quadro de bicicleta reciclando 200 garrafas

Na Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio de Janeiro, Márcio Gomes apresenta uma experiência com a reutilização de garrafas de plástico, as garrafas PET. Esse é um grande problema ambiental – milhões de garrafas terminam na rua, em lixões, nos rios do Brasil.

O uruguaio Juan Muzzi mora no Brasil há 40 anos e inventou uma maneira de reciclar garrafas e transformá-las em uma bicicleta. Ele explica como criou a forma de reciclar 200 garrafas PET para produzir um quadro de bicicleta. “O quadro é resistente. Tem garantia de dez anos”, garante Muzzi.

A cada dois minutos, há um quadro de bicicleta. O material é bastante resistente e flexível. A bicicleta nem precisa de amortecedor.

Juan Muzzi diz que ainda não tem um plano definido para conseguir as garrafas PET. Ele quer firmar parcerias com empresas que precisam limpar garrafas PET: “São bicicletas de fácil acesso e muito baratas. Custam menos da metade de uma bicicleta comum”, destaca o inventor.

Para transformar as garrafas em bicicleta, é preciso, primeiro, moer as garrafas. Com o pó, uma máquina faz uma mistura grãos e manda para uma ‘injetora’. No molde, a peça já é feita.

Fonte: g1.com.br

25 Aug

O Brasil em chamas…

Segundo dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), durante o período de junho a novembro, grande parte do país é acometido por queimadas, que se estendem praticamente por todas as regiões, com maior ou menor intensidade.

Principal causa dos incêndios florestais

A principal causa de incêndios na floresta tropical é a ação desordenada provocada pelo homem que, ao promover o desmatamento e utilizar o fogo de maneira desordenada, cria condições favoráveis para a ocorrência de grandes incêndios.

Como evitar os incêndios?

l – Fazer queimadas somente com autorização do Ibama e de forma controlada, com a construção de aceiros – barreiras que impedem a propagação das chamas. O aceiro pode ser feito em forma de vala ou limpeza do terreno de modo a obstruir a passagem do fogo

2- apagar com água o resto do fogo em acampamentos para evitar que o vento leve as brasas para a mata, causando incêndios

3 – não jogar pontas de cigarro acesas próxima a qualquer tipo de vegetação

4 – está proibido o uso de fogo em áreas de reservas ecológicas, preservação permanente e parques florestais

Penalidades

Os infratores estarão sujeitos às penas previstas nos artigos 14 e 15 da Lei 9.605 (Lei de Crimes Ambientais). As penas podem chegar a prisão (de três a seis anos) e multas de até R$ 4.960,00. O valor será aumentado com a regulamentação da Lei, pelo Ministério do Meio Ambiente, podendo variar de R$ 50,00 a R$ 50 milhões.

Na visão global, o fogo é considerado natural, pois o número de focos de calor, queimadas e incêndios nesta época de seca prolongada em todo o hemisfério sul. Fazer queimadas para uso agropecuário é uma prática cultural não só do Brasil e de difícil substituição. Caso fossem observadas as normas para queimada controlada e se a população contribuísse deixando de jogar pontas de cigarro acesas nas margens das estradas, apagassem restos de fogo em acampamentos e tivessem maiores cuidados ao lidar com o fogo, seriam menores as estatísticas.

13 Aug

ECOMARANHÃO AMANHÃ, 8h25′

O programa está imperdível! O assunto do quadro de entrevistas dessa semana é: CLIMA & TEMPERATURA. Convidamos o Prof.Marcio Eloy (Núcleo de Geoprocessamento da UEMA) para explicar e sugerir algumas soluções para minimizar esse aumento de temperatura que icomoda o mundo todo!

E mais, nossos rios pedem socorro; SOS Calhau, Paciência, Tibiri, Bicas, São João, Bacanga, Gangam, Itapiracó… E TODOS OS RIOS ESTADUAIS!

Ainda tem dicas, econotas…

Não perca!!!

09 Jun

Primeira Edição

Saiu no domingo – 06/06/2010, a primeira edição do Planetário 21.

20 May

Semana Estadual de Meio ambiente Ciência e Tecnologia

Semana Estadual

12 May

ECODICAS

1001 MANEIRAS DE SALVAR O PLANETA

Xô, mosquito! Livre-se das moscas e dos mosquitos com os óleos essenciais de cintronela, menta, eucalipto e cravo-da-índia.

Estoque o caldo. A água do cozimento de verduras e legumes dá um ótimo caldo para sopas e molhos. Mesmo que você não planeje voltar à cozinha tão cedo, não jogue essa água fora. Aproveite os nutrientes para regar as plantas da casa.

Um sopro de ar fresco. Para renovar o ar da cozinha, abra a janela. O exaustor é barulhento, ineficiente e, em geral, desperdiça energia.

Agrupe seus recursos. Se todos que vão para o trabalho de carro dessem ou pegassem carona uma única vez por semana, o volume de tráfego diminuiria de 10 a 15%.

Lixo no lixo! Diariamente, recolha na rua ao menos um fragmento de lixo e coloque-o numa lixeira (ou cesto de reciclagem, se for o caso). Aparentemente, isso não fará muita diferença, mas, e todos fizessem o mesmo, não haveria tanto lixo espalhado bem na frente da sua casa.

25 Mar

HORA DO PLANETA

Todos no escuro contra o aquecimento global.
horadoplaneta2010.jpg

Conhecida internacionalmente, a Hora do Planeta* é uma campanha que propõe que governos, empresas e a própria população protestem contra o aquecimento global, a partir do ato simbólico de apagar as luzes por uma hora. No sábado, dia 27 de março, das 20h30 às 21h30, todos aqueles que se preocupam com as questões climáticas devem ficar no escuro, com o objetivo de conscientizar outras pessoas sobre a importância de incorporarmos novos hábitos ao nosso dia-a-dia.

A primeira edição da Hora do Planeta ocorreu como um movimento local em Sidney, Austrália, liderado pela ONG WWF*. No dia 31 de março de 2007, 2,2 milhões de moradores de Sidney apagaram as luzes por uma hora. O objetivo era reduzir 5% do consumo de energia elétrica da cidade, o resultado foi o dobro do esperado: 10,2% de redução no consumo.

Em 2010, serão 117 países comprometidos com a Hora do Planeta e mobilizados para mostrar ao mundo o que se pode fazer para combater as mudanças climáticas. Desses países, 33 participam pela primeira vez da Hora do Planeta, entre eles, Nepal, Kosovo, Mongólia, Madagascar, República Tcheca, Paraguai, Camboja, Panamá, Arábia Saudita, Tanzânia e as ilhas Mariana do Norte (que integram um arquipélago do Pacífico Norte e são um estado associado aos Estados Unidos).

Faça parte você também desse movimento, é um voto global contra as mudanças climáticas do planeta.

23 Mar

22 de Março: DIA MUNDIAL DA ÁGUA

dia mundial da água

Declaração Universal dos Direitos da Água

Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º – Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º – A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º – O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

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