EDITORIAL DA SEMANA
programa ecomaranhão – 07/11/09
Há anos destacamos, com bastante apreensão, o estado da arte do meio ambiente maranhense! De todos os lados sobram impactos negativos, e nos faltam ações positivas.
Se o inverno fosse tão quente quanto o verão, não mais seria necessário o SOL para secar as lágrimas da ilha cercada de água salgada, e desflorestada. Ora água com areia que reflete atrativos de vidas; ora areia coberta de água que inspira lençóis molhados de beleza incomum, ora rimam tudo isso com desertificação com um mundo cheio de água em plena laguna, enseada, igarapés cheios de rias e lume que reluz o verde do mangue no CURTA LENÇÓIS 2009.
Essa ilha de calor que se agiganta, assusta o mais primitivo dos seres que um dia pensou que essa ilha da fantasia continuaria repleta de árvores e bichos. Aliás, bicho tem demais, enquanto árvores, tem de menos. Ora, se o verde é quem reflete o ar puro da atmosfera, como fazer a fotossíntese mais pura se estamos matando o verde da ilha? Se o vértice da pirâmide só cresce para cima, inverter essa ordem é diminuir a derrama do verde pela féria vertical da selva de pedra da ilha de calor.
É nesse cenário de gente correndo pela féria que vivos e assistimos a saga humana subindo pelos degraus da fauna e da flora urbana como se o caos do CLIMA e dos refugiados ambientais procurassem nova Arca de Noé para salvar seus bichos. Ora, bolas! Se os bichos estão soltos para matar e morrer, como, então, salvá-los se o trem da história não alimenta mais os campos naturais para boi render no pasto da emissão de CH4 que aumenta nossa ilha de calor. Refugiados do CLIMA somos nós!
É gente sonhando com os petro-dólares da ilha da fantasia que até esquecem que os dotes para chegar à química do carbono leva muito tempo. Ora, bolas! Para que tempo se o próprio CLIMA da ilha de calor já sustenta que o dia mais curto não é o dia mais limpo das impurezas, e sim de queimadas que assolam nossa ambiência cheia de detritos e chaminés das minas do rei Salomão que um dia viu o MAR virar sertão na ilha de calor que marca o Maranhão.
Nossa grande missão é mesclar saber com oportunidades, paz com evolução da emancipação humana. Pois, a cada um cabe rezar para não cair na ilha de calor que reserva nosso chão. SOS ilha da fantasia que de tão banhada pelo ar de sal não queima tanto quanto a água salgada que endurece nossa doce água boa que manipulada vira mineral para sujar nossa digestão, e perder a árvore que reservava água no chão.
Ora, bolas! Vou comprar milhares de carros para plantar milhões de árvores como salvação da nossa ilha de calor. Assim querendo, vou começar a plantar e vender ÁGUA para que não se permita mais derrama de esgotos em nossas praias e sangria do Itapecuru. Ora, bolas! As praias estão ou não embriagadas com tanta sujeira? Ora, bolas! O ciclo ecológico da água leva um ano para ter e ver seus números com absoluta segurança. Assim, na ilha de CALOR é comum qualquer pessoa abrir a boca e exclamar: “PRAIAS IMPRÓPRIAS PARA BANHO!” Que banho!?, se na ilha de calor não existe nem rio limpo ou água mineral, ou vive-versa. O que existe é gente falando o que não deve e muita besteira quando expõe a imprensa escrita ao erro comum: “Praias continuam poluídas!” Isso não vale como base científica, e os números?
A ilha de calor sabe que o mar é a maior estação de tratamento de esgoto do MUNDO. E também a maior fonte de O2 através das algas. O ambiente da gente é cercado por gente limpa e gente suja, onde as políticas públicas para o meio ambiente não são conhecidas e muito menos passadas a limpo para quem se diz gestor ambiental dentro de uma camisa de onze varas para não configurar como a gripe dos porcos, ou melhor, o coletivo dos bichos na ilha de calor é insustentável. Insustentavelmente é saber que não temos árvores na ilha, mas temos bairro VERDE… VERDE do DOLAR!!!


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Thursday, November 12th, 2009 at 1:47 pm under
