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12 Nov

EDITORIAL DA SEMANA

programa ecomaranhão – 10/10/09

Desenvolvimento sustentável e sustentabilidade são a mesma coisa?
Antes de responder, “seja você mesmo a mudança que propõe ao mundo”, memorável frase do guru M. Gandhi.
Exercite essa frase para a sustentabilidade que almeja alcançar.
Na década de 60, o desenvolvimento era confundido com progresso. E o meio ambiente estava associado à visão da natureza. O gênero humano estava sempre à margem dessa discussão. E os animais irracionais eram tidos como símbolos da beleza estendida no ambiente. No entanto, foi nessa década que nasceu a teoria Gaia – a Terra como sistema vivo – de James Lavelock, que discorrei em outro programa.
A natureza sempre foi considerada como fonte de recursos e de matéria-prima para o desenvolvimento das sociedades, a ex. do MA.Tudo que é natural, ou seja, que não é transformado pelo homem, estaria disponível na natureza para ser utilizado, independente da preocupação de que os recursos naturais poderiam acabar um dia. Hoje, isso é fato.
Um alerta para um olhar sobre as questões ambientais veio com a publicação do livro “Primavera Silenciosa” , de Rachel Carson, em 1962. Nele, a autora relata os problemas causados pela utilização de DDT nas lavouras americanas, que fez com que desaparecessem os pássaros daquele local. Este livro, com certeza, foi um marco nas discussões sobre os efeitos das ações do ser humano na natureza. Os agrotóxicos de hoje são um exemplo vivo dessa agressão.
Diante dessa situação, no final dos anos 60 um grupo de profissionais de diversas áreas e países se reuniu em Roma para discutir a problemática da disponibilidade dos recursos naturais para o desenvolvimento. Cria-se então, o Clube de Roma (1968). Era necessário discutir qual a melhor maneira de utilização da natureza para que o desenvolvimento econômico de seus países e do mundo não fosse comprometido como hoje – uma visão do homem como senhor de tudo, com o lançamento do livro: Limites do Crescimento
No mesmo ano, devido às previsões do relatório do Clube de Roma, a ONU, organizou em junho de 1972 a Conferência sobre o Meio Ambiente Humano, que aconteceu em Estocolmo/Suécia. Reuniu mais de 110 países que discutiram um novo modelo de desenvolvimento mundial, baseado em uma melhor utilização dos recursos naturais, até então, a natureza como sustentáculo de tudo.
Em 1987, o Relatório de Brundtlandt, mais conhecido com o nome de “Nosso Futuro Comum”, provocou a Conferência da ONU sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, ocorrida em 1992 no Rio de Janeiro, onde 179 países acordaram convenções, tratados, cartas para o século XXI, com o lançamento da Agenda 21 Global – e mais uma utopia necessária, ainda em gestação! E DESENVOLVIMENO SUSTENTÁVEL…?????
O desenvolvimento sustentável defende um modelo de desenvolvimento que combina eficiência econômica com justiça social e prudência ecológica, para a construção de uma sociedade solidária e justa. A sustentabilidade tem como base a transformação da estrutura atual de sociedade, revendo o paradigma existente, buscando sua “desconstrução” e reestruturação dos paradigmas modernos.
Portanto, não se pode confundir a degradação ecossistêmica pela visão sistêmica da sustentabilidade.

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