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17 Sep

EDITORIAL DA SEMANA

programa ecomaranhão – 12/09/09

Mais 397 ANOS e as três Baias(Arraial, São José de Ribamar e São Marcos), e dois Golfões, esse é o mapa da H20 circulante da Ilha do Maranhão. Imponente na selva de pedra verticalizada, e pobre no melado e impacto chão. Água pardacenta não implica em poluição por esgoto e sim pelo fenômeno das algas que sustentam essa parte do Atlântico.
No corredor interior de seus inúmeros igarapés são claras suas raízes culturais, enquanto na península da orla estende-se sua nova arquitetura, e, lá ao fundo, revela uma silhueta de casarões e espigões desse meio chamado Patrimônio Cultural da Humanidade, mesmo sub-utilizado, expõe sua real escultura em meio aos poluentes do ar salino, e suas faixadas desconfiguradas pelo tempo dos casarões impactados.
A Ilha do Maranhão reserva surpresas à medida que o seu contorno espelha sua própria diversidade. Um olhar mais acurado desse meio traduz uma silhueta que resvala da água calma do mar sua abundante coloração falesiana e o verde acobertado pela densa paisagem dos mangues.Como berçário natural, o mangue não tem similar no mundo. Isso implica maior responsabilidade dos órgãos ambientais e da sociedade para preservá-los.
Nesse mar de esperança corre o homem à busca da cesta; reside um berçário natural da(PARCEL) vida marinha que alimenta 1,5 milhões de pessoas no ambiente da pesca artesanal, onde a saga do gênero ao mar permite conquistas além da laguna ou enseadas que circundam essa grande estação-berçário de rias e igarapés. Num espetáculo que a rima sustentação pela dinâmica diária da rede e seus disfarces de enseadas cercando mangues. O pescado da década de setenta era capturado próximo da costa maranhense. Hoje, com esforço de pesca bem maior, a captura se estende para a costa do AMAPA.Ou seja, o Maranhão vai aos poucos perdendo competitividade.
Olhando as reentrâncias da Grande Ilha, pode-se notar que a muralha de manguezais(siriuba/vermelho, branco e o preto) facilitam e sustentam uma intrincada cadeia de seres animados e não animados. Nesse ambiente que mescla saber com necessidade, garra com desafios, dunas e morros recheados de praias e falésias, restingas e lagunas em meio ao torrão das praias estendidas da Ilha, poluídas ou não, são as únicas áreas de lazer aberta ao público.Todavia, quando mergulhamos na sua intimidade estamos fazendo da arte-lazer e ecoturismo uma vigília acurada dos seus limites sem recortes ou desmates de mangues.
Ao revelar suas raízes de veias sujas por esgoto é escancarar sua mais antiga enfermidade: todos os rios urbanos estão vomitando cachoeiras de poluentes. A rebelde Ilha não se rende ao seu maior detrator: a excelência humana. Tanto é assim que o monstro da ocupação ordenada, ou não, parte agora para a busca da chamada METROPOLIZAÇÃO como uma solução das inconformidades estabelecidas pela doutrina do espaço geográfico e seus gargalos e pela ausência de planejamento ao longo de quase 400 anos de história.
Agora, ressurgem com espetáculos da natureza humana capital para capitalizar o seu real depositário infiel: o SER HUMANO. SOS PAC – a esperança da famigerada lama poluída ao sabor do asseio e limpeza do asfalto na ilha de calor presente. Do lado de lá, o extraordinário Plano de Revitalização da Bacia do Bacanga, onde, somados, alimentam sonhos de aproximadamente 250 mil pessoas. É só esperar para ver acontecer à despoluição de dois RIOS que passaram um dia por minha VIDA.

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