EDITORIAL DA SEMANA
programa ecomaranhão – 05/09/09
Junto com a praticidade, conforto e dinamismo que acompanham os computadores, celulares, GPS e televisores, surgiu o lixo gerado a partir destes equipamentos. Com uma vida útil de cerca de cinco anos, é inadmissível o acúmulo destes materiais na natureza.
O fato é que a dúvida sobre o que fazer com o aparelho eletrônico que já não desperta mais interesse de seu proprietário paira sobre a sociedade. Por outro lado, sem informações dos perigos dos componentes químicos existentes nestes equipamentos e a maneira correta de descartá-los, muitos aparelhos eletroeletrônicos já foram — e continuam sendo — despejados nos aterros, lixões comuns, ameaçando o solo, que já não se encontra em boas condições por aí.
Faz-se necessário que GE e fabricantes intercedam o quanto antes para que a situação não se transforme em um problema insolúvel. Por ano são gerados 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico, isso representa 5% de todo o lixo produzido pela humanidade. No Maranhão, não temos estatísticas. Mas, não foge à regra dos lixões.
Entretanto, a estimativa é que esse número aumente exponencialmente nos próximos anos. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2008, foram vendidos mais de sete milhões de computadores no Brasil. Para este ano, a expectativa é que atinja 8,5 milhões, celulares 180 milhões(baterias),
Estimulados pelo surgimento constante de aparelhos com funções cada vez mais sofisticadas e abrangentes, consumidores trocam celulares e computadores com muita frequência. Verifica-se que as inovações tecnológicas — positivas, por outro lado, vale citar — são também as grandes causadoras deste consumismo eletrônico desenfreado e a consequente—e por que não dizer excessiva—produção de material que se tornará lixo no futuro breve.
Urge por parte do parlamento estadual procurar estabelecer ordenamento para esses tipos de resíduos. Somam-se ainda uma cruzada para erradicar os lixões espalhados pelo interior maranhense. Vejam o que ocorre hoje com a cruzada anti-lixão nos estados nordestinos. O maior exemplo está aqui ao lado, no Piauí, com o estabelecimento do Consórcio Intermunicipal de Resíduos para 30 municípios. A ALEMA deve instituir como obrigação dos fabricantes, importadores e comerciantes as responsabilidades sobre a reciclagem, gerenciamento e destinação final dos detritos eletrônicos aqui. Essa medida, que tem como objetivo atenuar os prejuízos ambientais para a sociedade.
O lixo internacional chega via navios trazendo espécies exóticos, bioincrustantes, pneus, peças e aparelhos eletrônicas, brinquedos perigosos, etc. Recentemente, veio até lixo comum, ainda que tomou o caminho de volta, isso serve de lição para um país que a cada ano diminui seu potencial no nicho da reciclagem: este ano já chega a 12% a menos se comparado ao ano passado.
Diante deste cenário, torna-se imprescindível que os governos, empresas e população tomem iniciativas mais drásticas — inclusive de comportamento – e criem alternativas para diminuir a ação destes detritos eletrônicos nas nossas vidas e das próximas gerações. É o caso de repensar a Taxa do Lixo e do pós-CONSUMO.


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Sunday, September 6th, 2009 at 7:34 pm under
