EDITORIAL DA SEMANA
É muito bom saber que o Governo do Estado está buscando consolidar e qualificar algumas regiões como PÓLO TURÍSTICO. Todavia, é de bom alvitre entender que turismo não rima com sujeira, com trabalho infantil, com ausência de saneamento ambiental(esgoto inatura, lixo em lixões, água sem qualidade, endemias à solta). São Luís é o maior exemplo disso.
Pegando o PÓLO do Munim, com IDH abaixo de 0.60, urge qualificar pessoas para qualificar o ambiente em torno dos ares do tour ecológico e ecoturismo,cuja vocação do meio deve interagir com as ações focadas na derrocada do turismo predatório como se conhece hoje, cujo trabalho infantil é visível. E a prefeita de Morros, Silvana Malheiros, sabe muito bem disso.
Das cidades da região do Munim, nenhuma adotou algum tipo de política com visão de futuro no ECOTOUR. Por outro lado, todas as cidades estão ancoradas na APA UPAON-AÇU, MIRITIBA E ALTO PREGUIÇAS cuja área de influência terá na Refinaria PREMIUM seu objeto de desejo no alavancar sócio-econômico e ecológico-turístico desde que haja qualificação na co-gestão das compensações ambientais, ou seja, a partir da Licença de Instalação da Premium-2009/2010, as cidades da AID terão todo direito de pleitear recursos da compensação, desde que estejam exercendo alguma atividade meio sobre Sistema de Gestão Ambiental, onde o ecoturismo é parte.
Saúde e Meio ambiente está para a diversidade da vida como O TURISMO está para as pessoas – e a química do ecoturismo envolve diretamente as pessoas do lugar.
Primeiro, não podemos deixar de reconhecer que o meio ambiente do turismo está no meio da cidade que a gente vive. E a saúde do ambiente local é justamente o complemento do estado da arte do lugar que é visitado, haja vista que ambiente sadio e limpo reflete a saúde da gente no ambiente que se cuida e preserva. Esse é um dos muitos passivos notado na região.
Saúde e Meio Ambiente das praias, dos rios, dos bairros, retrata e espelha o não tratamento do esgoto que é lançado diariamente. SAÚDE e MEIO AMBIENTE são primos pobres da realidade brasileira. Para cada 1 real investido em saneamento, o governo economizaria 5 reais na rede de saúde preventiva. Todavia, esse cenário impacta tanto a vida da gente que a derivação do saneamento ambiental não tem tido a devida atenção por parte dos governantes nos três níveis de gestão.
Saúde & Meio Ambiente são, também, os maiores expoentes da qualidade de vida de que tanto se fala, em especial, para as regiões metropolitanas. No caso da capital, onde, nossa fragilidade, enquanto consumidores de engarrafados, enlatados e derivados são expostos sem qualidade sanitário-ambiental, ou seja, estamos morrendo pela boca!!
A LEI 6.938/81 prevê que a responsabilidade civil pelos danos ao meio ambiente é objetiva, independe de DOLO OU CULPA. E à vida das pessoas, quanto vale? Quanto se atribui ao poluidor o ônus da culpa? Qual a medida de valor que mais reflete a análise de risco a que somos submetidos diariamente por esses engarrafados, enlatados e carne verde? E a lei do pós-consumo quem cumpre ? O automonitoramento das fábricas não devem valer como auditoria interna para a vida fora da fábrica, ou seja, o automonitoramento é, simplesmente, uma faceta de conformidade dos fabricantes. Qual o Valor Econômico da vida?
programa ecomaranhão – 08/08/09


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Sunday, August 16th, 2009 at 1:29 pm under
