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29 Oct

A Febre da Terra

Quem achava que a era do fogo era coisa do passado, ficou surpreso com a mais nova edição do prêmio Nobel da Paz, ou seja, qual a relação da “verdade inconveniente” do Al Gore para a “Paz Emergente” no reino não unido dos países ÁRABES e Asiáticos ?!

O alerta do filme do Al Gore pôs em cheque a saga da corrida pelo “ouro negro, ouro azul d’água, ouro pelo ouro” de clima nas alturas que não exclui riscos, e nem pobres, ou seja, a arca de Noé está em rítmo de quebra cabeça: o aquecimento global é ou não é uma ação provocada pelo gênero humano ?

Cientistas mundanos apostam mais nessa versão; outros acreditam que os efeitos da radiação solar, associados ao ciclo de resfriamento temporário do oceano pacífico é que está provocando a Verdade Convincente. Pois, a paz do Al Gore não reclama somente uma emancipação pela minimização dos impactos sobre a terra; reclama mais ainda quanto ao atribulado índice de sofisticação que o capital exerce sobre a natureza. Ou seja, o capital natural perde força dia a dia para o capital financeiro…o capitalismo como é visto hoje.

À busca de culpados ou inocentes da radiação solar com aumento dos GEE e resfriamento do pacífico como maior oceano do mundo(67% de h2o), surge o protocolo de Quioto como vertente “saudável” com certificação de emissões para os paises ricos poluírem ainda mais o planeta, desde que comprem as emissões(poluições) dos países pobres.CADA Ton de C custa hoje $18 euros, e, segundo os economistas deverá chegar a 40 euros, em 2012, desde o Brasil, e, estando o Brasil no 4º. lugar global no eixo da poluição, surge mais crítica nesse contraditório mundo de capital financeiro para amenizar a crise da geração natural.

Como o Maranhão está inserido no ambiente global das emissões, haja vista sua vanguarda com o Programa Grande Carajás(80), é de se esperar que os grandes empreendimentos aqui cheguem; ora meio que cambaleante, ora altivo e sujo. e, assim, vamos assistindo nossa quimera utopia de achar que o progresso não é a mina dos pobres sem ouro preto, mas com ouro azul em meio a uma exploração de energia suja .

Pois bem, a Siderúrgica do Mearim chegou para o Maranhão como chegou a Cvrd, Alumar, Bunge, Agroserra, Cimenteira, etc. Mas, na concepção emancipatória de PAZ do Al Gore(rico), ela deveria usar fontes alternativas de Energia e Tecnologia Limpas, e não mais o famigerado Carvão Mineral de base suja, isto porque, as emissões e particulados oriundos das chaminés vão entrar na atmosfera local, precipita-se com o ambiente úmido do ar provocando uma reação química chamada de Chuva Ácida, ou seja, o CO2 + SO2+H20 formam o H2SO4(ácido sulfúrico), cujo efeito todos reclamam sua atrapalhada chaga na contramão do protocolo de Quioto, haja vista o Brasil ser signatário.

Agora, a pergunta é: pode o Maranhão seguir a risca o protocolo de Quioto ou cumprir a risca o combate a miséria a que foi condenado ao longo desse último século !?. faça sua reflexão !! E MEXA-SE.

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