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24 Sep

a igreja em defesa do meio ambiente

MUITO louvável a sensibilização da Igreja Católica em simbolizar a Campanha da Fraternidade com a mística, pulmonar e cosmopolita AMAZÔNIA latino-américa. Entretanto, não só a Amazônia como todas as florestas tropicais precisam do mesmo caráter de responsabilidade civil e governamental pelo legado da biodiversidade que representam. Além do mais, nenhum ser vivo pode viver sem oxigênio, mas pode resistir à sede por dias, a fome, a dor, etc.

SUGIRO ao clero que faça um exercício de conhecimento e reconhecimento de causa e efeito do Efeito-Eestufa sobre as florestas tropicais e a humanidade para que a doutrina assimilada pelos padres, freiras e beatos se façam presentes nas loas, nos sermões, nos espaços físicos, na educação informal das missas, nas casas paroquiais, no cume das igrejas para que todos possam a exercitar carismaticamente a campanha de pé no chão.

VAMOS à educação (in)/não-formal discriminando qual a influência que a Floresta Amazônica exerce sobre a composição química da atmosfera e, portanto, sobre o efeito estufa, que apavora o mundo todo com aquecimento global. A floresta é um sumidouro de Ozônio Troposférico(cobustíveis fósseis) e a região como um todo é uma fonte de Metano e CO(monóxido) e outros gases orgânicos.

EXERCÍCIOS científicos, feitos sobre a floresta, sugere uma absorção liquida de carbono, pela floresta & fotossíntese, menos a respiração das arvores e dos solos, é de 250g de carbono por hectare/hora. A titulo de exemplo, apenas para se ter uma idéia da magnitude desse numero, se essa taxa de absorção de carbono fosse generalizada para todos os seus 550 milhões de hectares, a Floresta Amazônica estaria fixando uma quantia anual significativa de 1,2 bilhões de toneladas de carbono.

ALGUNS cientistas criticam a hipótese de que a Floresta Amazônica possa estar atuando como um grande filtro, um dos controladores do Efeito-Estufa, por se fixarem em uma outra hipótese que afirma ter a floresta atingindo seu clímax, ou seja., um equilíbrio dinâmico no quais os ganhos de carbono por fotossíntese estariam sendo compensados pelas perdas por respiração.
SE de um lado a floresta está atuando como um grande absorvedor de carbono, por outro sua destruição e queima contribuiriam para aumentar as concentrações de CO2(dióxido de carbono) e outros gases na atmosfera e, conseqüentemente, intensificar o próprio Efeito-Estufa. A Campanha da Fraternidade tende a alertar para isso!!!

Durante a estação de seca de 2005 usando imagens de satélites de órbita polar, estimaram em 25 milhões de hectares a área queimada na Amazônia, dos quais no mínimo 40% teriam sido florestas naturais. De acordo com esses cientistas, as queimadas liberaram, naquele ano, 650 milhões/ton de carbono para a atmosfera, ou seja, aproximadamente 10% de toda a produção mundial.

A liberação de carbono pela queima depende de quatro fatores: a porcentagem de carbono na biomassa no solo, a taxa anual de desmatamento, a densidade da floresta e a eficiência na liberação de carbono pela queima de biomassa. A porcentagem de carbono nas arvores é tomada, por consenso, igual a 50%. Hoje se conhece bem a taxa media anual de desmatamento da Amazônia Brasileira, que é de 2,1milhões/ha/ano.

Resumindo, em principio, o desmatamento da Amazônia poderia estar contribuindo para o aumento do Efeito-Estufa de duas maneiras: primeira, através da queima de biomassa, cujo total não é tão expressivo quando comparado à queima de combustíveis fosseis por paises do Primeiro Mundo; em segundo lugar, destruindo a vegetação. A Igreja está inserida na defesa da Florestas Tropicais. Isso vale para o mundo todo !!!!

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