Programa Grande Carajás
O desafio do Maranhão progressivo economicamente chegou no final da década de setenta, com a edição do Plano de Desenvolvimento da Amazônia Oriental, mais conhecido como Programa Grande Carajás(PGC)*,onde prevalece em progressão geométrica apenas o Carajás Mineral. Naquela época nossos dirigentes já tinham pleno conhecimento do tamanho desse negócio mas por falta de visão estratégica acabaram enterrando o Carajás Agrícola, Florestal e o Social.
Passado um quarto de século, os sintomas da miséria, pobreza e exclusão social exposto no IDH, suas feridas, pergunta-se: de quem é a culpa por tanta iniqüidade ? Presentemente, os sintomas são expostos pela ausência do Estado no decorrer do desenvolvimento planificado àquela época pelo Governo Federal, e tão pouco levado a sério desde então.
Aqui e acolá, se ouve gritos de “tupiniquins ilhados” esbanjando uma saraivada de impropérios sobre o nosso próprio DESENVOLVIMENTO E/OU PROGRESSO, ou vice-versa. Acontece, porém, que o regime capitalista não cobra lições de estado sem fronteiras e sim aplica sanções ao Estado-pagão, pois quem não estiver apto para concorrer no mercado globalizado não pode e tão pouco deve abrir as portas para deixar o sol bater na sala e a chuva cair no quintal.
A partir do Programa Grande Carajás ninguém é capaz de desconhecer o tamanho dos investimentos advindos para esse recanto do Brasil. Portanto, a partir de um imenso projeto minero-metalúrgico nosso ambiente estadual já devia apresentar dados concretos sobre a inserção monetária em projetos agropecuários, silvopastoris, florestais, agronegócio, bioenergia que, desde aquela época já deveriam ser implantados no território amazônico maranhense, de forma a arregimentar outros campos de atividades correlatas
A Estado-nação que queremos é identificado como redentor dos canais e meios de competitividade no mercado nacional e internacional pela imensa logística que mantém, haja vista a grandeza de reservas minerais que a própria CVRD cuida e explora – Minério de ferro (18 bilhões de toneladas), Manganês (60 milhões de toneladas), Cobre (1,2 bilhão de toneladas), Níquel (47 milhões), bauxita (40 milhões de toneladas), cassiterita (37 mil toneladas), e Ouro com enorme potencial. Tudo isso vem sendo canalizado de maneira ainda modesta para os Portos da Ilha do Maranhão.
Analisando todo esse arsenal de riquezas, próximo ao segundo maior canal de portos do mundo, pergunta-se: quem não aposta no meio ambiente por inteiro para alimentar todo esse reino de oportunidades que o CARAJÁS clama há décadas ? DESPERTA MARANHÃO!!!


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Monday, September 24th, 2007 at 1:48 am under
