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24 Sep

conceito de desenvolvimento no sul maranhense

De acordo com o seu significado, “desenvolvimento” é expansão ou realização de avanço potencial, ou gradual, para um estado mais complexo, maior ou melhor. Todavia, tal definição deixa algumas questões sem respostas: quem se beneficia com o desenvolvimento? O desenvolvimento sempre envolve crescimento econômico? Qual é o preço do desenvolvimento? Quem paga tal preço? Como incluir pessoas no DES …?

O Maranhão de hoje tem uma extensão de 332.174 Km². Sua posição geográfica é única com características de transição entre as três macro-regiões brasileiras: Norte, Nordeste e Centro-Oeste; centrado nos Biomas: CERRADO E AMAZÔNICO e o segundo maior ecossistema marinho do Brasil(640 km). Com regiões bem diversas, como: Litoral, Baixada, Cerrados, Cocais, Carrasco, Pré-Amazônia e Planalto.

Segundo o IBGE a população ainda está concentrada na zona rural, o que faz do Maranhão a único da federação onde a população rural é maior que a urbana. A economia maranhense conta com uma estrutura econômica moderna (e ainda modesta) com indústrias de grande porte de transformação mineral, animal e vegetal, tecnologia de ponta, porto global, e milhares de extrativista da roça no toco ao pescador artesanal.

DE acordo com dados da SUDENE (anos 80), o Maranhão foi o estado nordestino de maior taxa de crescimento industrial do país, atingindo a um percentual de 10,3%, de lá para cá só exclusão. Na atual conjuntura, o Maranhão tem Índice de Desenvolvimento Humano –IDH, o mais baixos do país, ocupando o 27º e, segundo dados do IPEA e do IBGE o Maranhão, possui 80 dos 100 municípios brasileiros com piores níveis de qualidade de vida, mas nenhum instado no novo mapa da região SUL Maranhense.

No que se refere ao Meio Ambiente é comum predestinar pobreza como causa maior da poluição ambiental, mesmo assim, como o Sul Maranhense pode ser referência para emancipação, se por lá os problemas ambientais superam as demais regiões, veja o quadro:

=Comprometimento dos hidro-sistemas de superfície, pelo lançamento de efluentes industriais, domésticos e hospitalares.
=Desmatamento indiscriminado para formação de pastagem e projetos agrosilvopastoris.
=Desmatamento das matas ciliares para a cultura de subsistência
=Uso indiscriminado dos aqüíferos, sem reparar os índices de periculosidade e escassez, principalmente em projetos de escala;
=Perca da diversidade biológica regional, avesso ao manejo integrado da flora e fauna;
=Alto índice de exploração florestal, sem a devida retaguarda e salvaguarda ambiental, o que compromete o lençol freático, diga-se de passagem com a conivência do Ibama;
=Uso abusivo de agrotóxicos, comprometendo todo o contexto superficial e subterrâneo das águas( sem controle de licenciamento e catação dos resíduos);
=Desconhecimento e desinteresse pela legislação ambiental que trata dos recursos hídricos(outorga, planos diretores, comitês, agencias, etc.);
=Queimadas como objeto da cultura do toco e pela desenfreada saga do capim no campo além dos cortes a aparas da madeira nativa;
=Retirada de recursos minerais para efetivação das plantas cerâmicas;
=Tráfico de animais silvestres em escala de exportação e perda da biodiversidade;
=Reflorestamento com monocultura para manutenção e comercialização de biomassa ;
Será o Maranhão do SUL esse novo eldorado,ou estamos apenas criando mais um elefantástico?

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