biomarinha ameaçada
É fato notório que a BioMarinha está mais ameaçada que a sua co-irmã BioTerrestre. Para os estudiosos da BIO, o Brasil é, sem dúvida, um celeiro de vida, mas vunerável pelo desvelo que dispensa ao setor, ou seja, a diversidade de vida alimenta a riqueza do País, e bem pouco é retribuído como forma de retroalimentar os ecossistemas e biomas da biodiversidade terrestre ou marinha. É possível repor Vidas?
Tratando-se do Ma, não é exagero dizer que não conhecemos quase nada sobre o assunto, em especial, a BioMarinha, hoje estendida desde as reentrâncias, litoral e zona econômica exclusiva com índices de pescado cada vez menor, isto é, as reentrâncias são a base da cadeia alimentar de diversas espécies e é justo nela que ocorre a maior predação humana ( barcos arrastões, enseadas cercando mangues e ilhas,despejo de esgotos de hospitais, etc).
No alto Mar um novo monstrengo começa a afujentar a BioMarinha – com reflexos diretos para atividade pesqueira e à saúde- com o despejo da água de lastro que sustenta os navios que adentram na linha da costa do Maranhão, até ancorar nos portos são despejados alguns milhões de espécies invasoras. Daí pra frente tudo pode acontecer.
No mundo das commodities exportadas(minério, soja, madeira, bioenergia, etc) chega, na mesma proporção, as noviças cargas invasoras e seus bichinhos dominantes: caramujos, crustáceos, moluscos, peixes, esponjas, lemúlas, bacatérias reesistentes etc. No ambiente marinho tropical eles se reproduzem e prosperam numa leva de dominância que nem a maré vermelha é capaz de eliminá-los.
Em uma investigação das Bodiversidades visando o planejamento ecológico-econômico, deve-se, de um modo geral, vencer as seguintes etapas:
- pesquisa de ocorrência, da freqüência e da distribuição dos vários tipos de espécies invasoras, nos três reinos da natureza : mineral, vegetal e animal;
- estudo dos habitantes da região onde ocorre as intrusões exóticas (terra e mar);
-estudo da estado da arte da cultura humana, em todos seus aspectos(social, tecnológico, política, econômica, etc. E, por fim,análise das inter-relações entre os dados e índices estudados nos três primeiros campos da investigação.
A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária e Ambiental), em 2002, concluiu Estudo Exploratório para identificação e caracterização de Agentes Patogênicos em Água de Lastro, sendo atingido um total de 99 coletas em 09 portos, inclusive o Complexo do Itaqui, Os resultados confirmam o risco inicialmente suspeito de que a água de lastro é um veiculador de organismos patogênicos que podem causar agravos na saúde pública brasileira.
NESSE estudo, foram detectados pela ANVISA 71 espécies de bactérias marinhas cultiváveis(exóticas) – variando de 1.000 até 5.4 milhões de bactérias por litro de amostra d´água, + 31% de Vibrião Colérico, + 22% de esterococos fecais, + 22% de plâncton (12 cepas e 7 toxigênicas), + 29% de colifagos, e 62% dos comandantes dos navios confirmaram a substituição (despejo d´água) da água de lastro em área oceânica.
Por cá, alguns estudiosos da UFMa já começaram a estudar o assunto que será objeto de Congresso Nacional em outubro.


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Monday, September 24th, 2007 at 7:07 pm under
